Observatório da Laicidade na Educação

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LIVROS


Inclusão em Educação na FAETEC


A partir da ideia da educação inclusiva como um novo modo de pensar a educação, a inclusão significa as transformações do sistema educacional e da escola, de forma a provocar o exercício crítico e a organizar os recursos necessários para alcançar os objetivos e as metas para uma educação de qualidade para todos. Significa, também, entender a escola como espaço sociocultural responsável pela abordagem pedagógica do conhecimento e da cultura, em articulação com o contexto social nal qual está inserida.
É nessa perspectiva que este livro aborda a educação inclusiva, entendo a escola como espaço educativo, como uma comunidade de aprendizagem construída pelos seus componentes, como um lugar em que os profissionais decidem sobre seu trabalho e aprendem mais sobre sua profissão.

Gêneros, Sexualidades e Educação na Ordem do Dia

Este livro justifica-se pela intenção de compreender como as discussões de gêneros e sexualidades no campo da educação podem produzir reflexões potentes com vistas à superação de violências, estigmas, preconceitos e discriminações instalados e reforçados nas práticas pedagógicas diversas relacionadas a tais temáticas.

As Redes Educativas e as Tecnologias: Liberdade Acadêmica, produção e circulação de conhecimentos

Valorizando e buscando ampliar espaços para o reconhecimento das tantas diversidades que se enredam educativamente no fazer acadêmico, dos tantos fazeressaberes que nele se fazem presentes no espaçotempo de diferentes redes educativas, estivemos envolvidos na luta pela liberdade acadêmica, dialogando com o mistério do mundo (MORIN, 2005), aprendendo uns com os outros, respeitosa e prazerosamente, vivendo, no aqui e agora do evento, um mundo melhor, possível e necessário.
O que está neste livro é uma pequena degustação do tanto que conversamos, criamos, fizemos, vivemos, nos nossos quatro dias de liberdade e de elogio da liberdade. Espero que essa pequena amostra suscite nos leitores o prazer de estar nessa luta contra os cerceamentos de todos os tipos e as múltiplas ignorâncias que nos invadem nesse triste momento histórico, acreditando na utopia possível de um aqui e agora insurgente. Convidamos, então, nossos leitores a, livremente, percorrer essa diversidade de textos e dialogar com eles, como preferirem, entrando de seu jeito nesta luta. Afinal, “a única luta que se perde é aquela da qual se abdica”, como aprendemos com Marighella.
Lutemos, então.

Entrelaçando Pesquisas: História das Mulheres, Gêneros e Sexualidades

Um livro sobre entrelaçamentos. Entrelaçar significa enlaçar corpos uns com outros, unir uma coisa à outra, de forma a misturá-las, promover entrecruzamentos. Raízes se entrelaçam e assim se fortalecem. Assim, a história do GESDI vem se constituindo desde 2016. Com conceitos que entrelaçam as práticas do grupo, orientam as pesquisas, as posições políticas e as intervenções cotidianas de seus integrantes.
Na história do GESDI, as pesquisas e os estudos se entrelaçam com as ações de um coletivo que atua a partir de uma perspectiva interseccional e de enfrentamento a qualquer forma de discriminação. E, nesse livro, seus integrantes contam parte dessa história, dessa trajetória de pensar, refletir e atuar na construção de um mundo menos desigual para todxs.

As Redes Educativas e as Tecnologias; Docentes, na resistência e na criação

Coordenar um Seminário do porte do Redes não é tarefa fácil, muito pelo contrário, ainda mais em tempos pandêmicos. Foram quatro dias de intensos trabalhos e tessituras de novos conhecimentos, foram dias nos quais as/os palestrantes, as/os mediadoras das oficinas e as professoras/es puderam falar sobre as práticas de resistência e criação tecidas durante o momento pandêmico em que vivemos e dias de intensos afetos… Afetos esses que nos marcaram e estarão presentes para sempre em nossas memórias, experiências e histórias, mas também foram dias de muita esperança e de transformações. Todas essas questões estão presentes nesse livro.

Éticas, estéticas, políticas e poéticas das pesquisas nos dos com os cotidianos das dissidências

Um livro feito de gente dissidente, por gente dissidente, com os cotidianos que resistem. Este livro nasce do encontro entre pesquisa, afeto e insurgência. É uma obra que se recusa a separar o saber da vida, a teoria da experiência e o pensamento da prática. Cada texto aqui presente brota de corpos que aprendem e amam em meio às contradições do cotidiano, transformando o viver em exercício de invenção. Entre éticas, estéticas, políticas e poéticas, a coletânea reúne vozes que acreditam em outras formas de existir — mais justas, plurais e sensíveis. As autoras e autores, comprometidos com as dissidências, constroem alianças, reimaginam mundos e resgatam histórias de quem veio antes, honrando caminhos que abriram espaço para o agora. Nas páginas, o leitor encontra experiências que germinam em redes de afetos, cultivando possibilidades de “bem viver”. Não se trata apenas de pensar a pesquisa — mas de vivê-la, tecendo futuros possíveis no presente. “Éticas, estéticas, políticas e poéticas das pesquisas nos dos com os cotidianos das dissidências” é mais que um livro acadêmico — é um território de encontros, resistências e aprendizagens. Feito por pesquisadoras e pesquisadores que compreendem o cotidiano como espaço de criação e disputa, a obra propõe uma reflexão profunda sobre os modos de fazer pesquisa nas margens e nas brechas.

Práticas Pedagógicas em Educação Física Escolar. Vol. 3. Interseccionalidade, inclusão e práticas corporais no chão da escola

O livro utiliza a lente da interseccionalidade para analisar como as experiências corporais na escola são atravessadas e moldadas pelos marcadores de diferença, como raça, gênero, deficiência e classe social. A obra demonstra como as desigualdades sociais se manifestam nas práticas corporais e propõe ações para uma Educação Física Escolar mais inclusiva.

Emancipação social e exclusão no cotidiano escolar:A homofobia e sua influência nas tessituras identitárias

Denize Sepulveda, em sua obra “Emancipação Social e Exclusão no Cotidiano Escolar: a homofobia e sua influência nas tessituras identitárias”, publicada pela editora CRV, no ano de 2025, oferece uma análise profunda e necessária sobre a homofobia no ambiente educacional, destacando como essa forma de violência impacta a construção das identidades de estudantes. Dividido em cinco capítulos, além de uma introdução e considerações finais contundentes, o livro combina rigor acadêmico com sensibilidade social, tornando-se uma leitura essencial para educadores, pesquisadores e todos comprometidos com uma escola mais justa e inclusiva. Por meio da metodologia da “Pesquisa nos/dos/com os cotidianos”, a autora transporta o público para um mundo de relatos que evidenciam a violência institucional direcionada à comunidade LGBTI. Essas narrativas surgem em um espaço onde se pressupõe acolhimento, bem-estar, proteção e vínculos afetivos. O mais chocante é que a maior parte das agressões descritas é perpetrada por educadores que, baseados em uma visão particular – frequentemente religiosa –, não reconhecem suas ações como violentas. Pelo contrário, acreditam que, ao expor publicamente a sexualidade dos e das discentes, estão guiando-os pelo “caminho correto”. Segundo Sepulveda, é justamente quando a pessoa apresenta marcas identitárias diferentes das esperadas que muitas alunas e alunos acabam sendo vítimas de preconceito e discriminação no interior da escola.

Laicidade na Educação – Português

A laicidade na educação pública é uma antiga e ainda não realizada aspiração no Brasil, como em outros países. Nosso país tem uma trajetória histórica de vinculação entre Estado e religião que sempre afetou a autonomia de diferentes campos, como o político, o científico e o educacional. Assim, a despeito de sermos uma nação que não possuí religião oficial de Estado e cuja Constituição vigente assegura a liberdade religiosa e o direito de crer e de não crer, o país experimenta uma série de confrontos e disputas envolvendo as tentativas de ingerência religiosa em nossa legislação, políticas públicas e na garantia de direitos para diversos grupos sociais. Entretanto, essa busca por privilégios, por manutenção e ampliação da presença religiosa nas decisões Estatais, nunca ocorreu sem que houvesse resistência. É importante registrarmos que desde que o Brasil se tornou uma república sempre contamos com movimentos, lideranças e articulações pró Estado laico. E em um contexto mais recente, esses movimentos multiplicam-se em todo país, incorporando, inclusive, religiosos de diversas confissões. É nesse cenário de resistência e de defesa da laicidade que se insere o Observatório da Laicidade na Educação – OLÉ.

Laicismo en La Educación – Español

El laicismo en la enseñanza pública es una vieja aspiración aún no realizada en Brasil, como en otros países. Nuestro país tiene una historia de vínculos entre Estado y religión que siempre ha afectado a la autonomía de diferentes campos, como la política, la ciencia y la educación. Así, a pesar de ser una nación que no tiene una religión oficial de Estado y cuya Constitución vigente garantiza la libertad religiosa y el derecho de creer y no creer, el país vive una serie de enfrentamientos y disputas que involucran intentos de interferencia religiosa en nuestra legislación, políticas públicas y garantía de derechos para diversos grupos sociales. Sin embargo, esta búsqueda de privilegios, de mantenimiento y ampliación de la presencia religiosa en las decisiones del Estado, nunca ha ocurrido sin resistencia. Es importante registrar que desde que Brasil se convirtió en república siempre hemos tenido movimientos, liderazgos y articulaciones a favor del Estado laico. Y en un contexto más reciente, estos movimientos se han multiplicado en todo el país, incorporando incluso a religiosos de varias confesiones.

Secularism in Education – English

Secularism in public education is an old and still unrealized aspiration in Brazil, as in other countries. Our country has a history of links between State and religion that has always affected the autonomy of different fields, such as politics, science, and education. Thus, despite being a nation that has no official state religion and whose current Constitution ensures religious freedom and the right to believe and not to believe, the country experiences a series of confrontations and disputes involving attempts at religious interference in our legislation, public policies, and the guarantee of rights for various social groups.However, this quest for privileges, for the maintenance and expansion of the religious presence in state decisions, has never occurred without resistance. It is important to register that since Brazil became a republic we have always had movements, leaderships and articulations in favor of the secular state. And in a more recent context, these movements have multiplied all over the country, even incorporating religious people of several denominations.

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